ao longo dos anos,
da minha vida, procurei
um amor que fosse eterno,
mas nunca o encontrei.
pensei que eras tu,
afinal tinha-me enganado
porque se fosses tu,
não me tinhas deixado.
não desisto de procurar,
porque sei que existe
apesar de não seres tu,
este coração persiste.
amor eterno, terno amor,
no meio de tanta gente,
vou continuar a procurar,
quero um amor para sempre.
perdi a flor da vida,
mas nao deixei de viver,
depois da flor perdida
é que o fruto irá nascer.
nasce o fruto cresce a vida,
cresce o gosto de viver,
a fruta só é colhida
quando um dia amadurecer.
digo adeus à flor da vida,
à flor da minha ilusão,
depois da flor perdida
já a vida ganha razão.
sem receios, sem cansaços,
sem mágoas nem decepções,
a adormecer nos teus braços
sem tristezas nem frustrações.
sentado aqui junto a ti
onde o amanhã quero viver
onde o sonho não tem fim,
onde o ontem tem de morrer.
olhando dentro do teu olhar
onde o amor quer aparecer,
onde o silêncio parece falar,
onde a paixão insiste em viver.
caminhando a teu lado
apenas com um imenso sorriso,
sem presente e sem passado,
apenas com a visão do paraíso.
aonde moras sorriso?
às vezes não sei de ti,
às vezes dói-me o juízo,
a pensar que te perdi.
meu sorriso verdadeiro,
minha alma quer-te ver,
anda ser o mensageiro
do que tenho para te dizer.
quero minha voz contigo
o meu coração também,
quero sorrir quando digo
o que minha alma tem.
já sorri com emoção,
ja sorri com alegria,
hoje sinto o coração
a sorrir de nostalgia.
na natureza e na vida
quase tudo se transforma,
e para (tentar) te esquecer
encontrei esta forma.
nesta casa fui feliz
e não a queria deixar
mas como não voltas
quero e tive que mudar.
quero sair da cidade
e nova casa procurei,
vou viver para a aldeia
pois novo amor encontrei.
ouvir o rouxinol pela manhã,
sentir o cheiro da natureza,
sei que ainda vou ser feliz,
essa é a minha certeza.
não te vou dizer adeus
porque nunca te esquecerei,
vou lembrar com carinho
porque muito te amei.
caminhando pelas ruas
da minha linda cidade,
lembrando coisas tuas
quando havia felicidade.
ao descer a velha avenida,
na florista da esquina,
lembro-me de te oferecer
a flor da tua estima.
plena de felicidade ficavas
e me beijavas logo ali,
outro e mais outro beijo
avenida abaixo recebi.
como era feliz nesse tempo,
recordo com nostalgia,
hoje vivo quase em solidão,
assim é meu dia-a-dia.
este mundo comemora tudo,
são dias, são lembranças,
mas na guerra ou na paz
quem sofre são as crianças.
fazem horrores com crianças
observo e me confundo...
mas afinal não são elas
as melhores coisas do mundo?
tapemos a boca ao mundo
que não consegue entender,
dai afecto, façam carinho
para a criança perceber.
hoje acordei assim.
acho que morri e ninguém me disse nada, nem eu me apercebi disso - do género bruce willis em 6º sentido!
que marasmo de vida é esta?
tenho horas para tudo. horas para acordar, para trabalhar, para comer, para dormir.... e tudo mais que se possa imaginar. que puta de marasmo de vida esta.
qualquer dia passo-me dos carretos...
vou esperar mais um pouco...dar tempo ao tempo...!
ainda bem que hoje é sábado...
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